Prisioneira

No interrogatório o silêncio
Ela prisioneira
o passado é passado,
o futuro não interessa mais
apenas uma pergunta na minha fronte
me saiu por entre os lábios:
_Você não vai falar nada?
Ela, singela e ávida:
_Não cometi nenhum crime.
então na lucidez de minha ausência
tirei lhe suas algemas
e as prendi nos meus pulsos
me condenei apaixonado
meu crime era querer (Ela)
seus cabelos negros ondulados
e seu olhar ressacado
me diziam tudo que quisera saber
condenei-me assim por tanto
por querer, querer, querer

* Inspirado no poema de Soares Feitosa chamado “O Prisioneiro”

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Published in: on junho 15, 2010 at 2:39 pm  Deixe um comentário  

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